segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

O caos somos nozes

Faz muito tempo que eu não passava final de ano em SP. Naquela ânsia de aproveitar, as pessoas saem da loucura da cidade e vão para a praia... e levam a loucura pra lá: estradas lotadas, horas de congestionamento pra descer, padarias e supermercados entupidos, falta de água e infraestrutura, e a briga por um metro quadrado de areia sob o sol. Aquela multidão que faz esta cidade caótica muda de endereço e arrasta o caos consigo.

praia de pitangueiras, guarujá, dezembro de 2008

E o que sobra em SP? Tranquilidade. Ruas vazias. Silêncio. Lugares sem fila. Diversão disponível. Lazer sem sofrimento. Consumo calmo. É aquela desolação pra quem está acostumado com a cidade saturada, mas talvez seja um número de humanos mais próximo do que essa metrópole realmente comporta. "Ah, se fosse sempre assim..." é o que o paulistano que sobrou aqui suspira. É claro que SP só é SP por causa da efervescência humana que por aqui borbulha. E isso tb é "bom". Mas é que há muito tempo eu também não aproveitava o bom de São Paulo, que aparece justamente quando a gente tira aquele bando de pessoas a mais de cima dela.

Dava até pra descer a rua Augusta a 120 por hora!

Um comentário:

Cris Pedroso disse...

A gente fomos na contra-mão. Vai indo que eu não vô!!
Agora quando eles voltarem, nois vai..